Assim não pode, assim não dá, assim o Brasil não vai pra frente…

•setembro 30, 2011 • Deixe um comentário

Já deu, né? Quando eu acho que não dá pra piorar eu encontro matérias como essa e lembro, sempre pode piorar…

http://folha.com/no983054

1 – POR QUE RAIOS ESSA MODA DE BIOGRAFIA CINEMATOGRÁFICA DE POLITICO. (Que aliás se não é de político é de bandido, isso quando não é os dois)
2 – A Marieta Severo é minha heroína por ter recusado interpretar a Dilma

Não sou partidário de ninguém, não faço propaganda política na minha página de rede social (e antes que chegue ano de eleição já aviso que quem fizer vai tomar block até acabarem as eleições e dependendo do nível da propaganda o block se estende ad infinitum, não importa quem seja, se minha mãe fizer ela vai tomar block), mas acho ridículo o cinema nacional gastar dinheiro com esse tipo de produção, não interessa se é da Marina, da Dilma ou do Sarney, não interessa, qualquer que seja o/a figura envolvida eu DUVIDO que o produtor do filme não vai usar isso pra babar um ovo ENORME do/a figura.

“Ah, mas é figura histórica, faz parte da nossa cultura…” – PORRA NENHUMA! Pra mim, o pre-req básico de figura histórica é estar morto, depois a gente avalia o que ele fez enquanto vivo pra decidir se fez ou não diferença.

No mais, é puro propagandismo! A diferença é que no Brasil o propagandismo não funciona pra criar sentimento nacionalista, patriotismo, somos todos uns vendidos, pra tudo! Aqui isso só serve pra arrebanhar eleitor (SIM, VOCÊ É GADO!) e como a gente tem QUATROLHENTOS partidos sempre vai ter alguém querendo fazer algo do tipo e por mais idôneo que seja o candidato, if ever, eu aposto meu braço que tem grana de partido por trás financiando essas produções, mesmo que nunca fique provado!

#PRONTOFALEIPRACACETE

Mimimi, mimimi…

•setembro 10, 2011 • 2 Comentários

“Viu, você quer sair pra jantar sexta feira? Abriu um lugar bacana no centro e eu pensei em te levar lá.”

“Não sei…”

“Ok.”

“Ok o que?”

“Ok, ‘não quer’.”

“Mas eu não disse que não queria.”

“Mas também não disse que queria. Você tem algum outro compromisso na sexta?”

“Não.”

“Tem alguma coisa que te impeça?”

“Não.”

“Então é bem simples, ou você quer, ou você não quer.”

“Mas e se acontecer alguma coisa comigo até sexta?”

“Você quer que aconteça alguma coisa com você até sexta?”

“Claro que não!”

“Viu? É fácil! Quem quer sabe o que quer, não fica de ‘mimimi’. Se acontecer alguma coisa com você até sexta isso não vai mudar o fato de você querer ou não jantar comigo sexta feira, vai só criar uma impossibilidade inesperada. Novamente eu pergunto, quer jantar comigo na sexta?”

“Não sei!”

“Ok.”

“COMO ASSIM, ‘OK’?????”

“Ok, ‘vou chamar outra pessoa’.”

“Mas você não disse que tinha pensado em ME levar ao lugar novo?”

“Disse, porque naquele momento eu QUERIA te levar…”

“E agora? Não quer mais?”

“Não sei…”

“Mas você não disse que ‘não sei’ é mesma coisa que ‘não quer’?”

“Que bom que você aprendeu, agora anota pra não esquecer.”

A Moça que amava O Moço

•julho 20, 2011 • 4 Comentários

Um dia a Moça sorriu, beijou seu Moço com a ternura que sempre teve e disse que o amava. Ele não sorriu de volta, não respondeu com um “eu também te amo”, não porque ele talvez não a amasse, mas simplesmente porque naquele momento ele tinha certeza que a amava mais do que ela poderia corresponder, então em vez disso ele preferiu dizer:

“Quando você diz que me ama, o que isso representa pra você? Você já parou pra pensar nas conseqüências que a palavra ‘amor’ pode ter?

Nós estamos juntos já faz algum tempo, 4 anos e três meses pra ser preciso, e ainda assim nós não estamos nem oficialmente namorando. Nesses mais de 4 anos é a primeira vez que você me diz que me ama, você é a primeira de nós dois que diz isso em voz alta, mas a verdade é que no fundo eu acho que você está dizendo isso em voz alta pra ver se você se acostuma com a ideia.

Eu nunca disse que te amo, mas eu sempre te amo de fato, sempre te amei, desde o primeiro dia, desde a primeira troca de olhares. Na época eu ainda namorava, mas naquele momento em que te olhei pela primeira vez eu já sabia que era você que amava. Meu namoro acabou, nós começamos a sair e eu te amei por cada momento do teu lado, como ainda amo agora.

Você não. Pra você eu sempre fui o carinha que te fazia sorrir quando você estava trise; que te escutava quando você estava com problemas; que te consolava quando você queria chorar; o carinha que estava lá por você sempre que você precisava.

Eu sempre acreditei que as palavras têm o peso que nós damos a elas e eu sempre dei muito peso à palavra ‘amor’. Eu uso essa palavra indiscriminadamente com algumas pessoas porque eu acredito que existem vários tipos de ‘amor’. Amor entre familiares, amor entre amigos e amor entre amantes, por mais redundante que isso pareça. Quando eu uso essa palavra com outras pessoas eu realmente sou sincero, eu de fato as amo, não da mesma forma que eu amo você, mas as amo sem sombra de duvida. E eu só digo isso a elas porque mesmo sabendo que elas não vão me dizer de volta, eu sei que elas também sentem isso. Eu sinto que elas me amam de verdade e eu não preciso que elas me digam isso para me sentir amado, a palavra ‘amor’ não é moeda de troca, dizer ‘eu te amo’ não é como dizer ‘por favor’, ou ‘obrigado’, ninguém fala ou pelo menos não deveria falar ‘eu te amo’ só porque ouviu isso de outra pessoa.

Quando você está comigo, quando você olha pra mim, alguma vez você consegue vislumbrar um futuro do meu lado? Não tô falando de casamento, cartório, papel passado, nós dois acreditamos que essas coisas são convenções sociais que no fundo não representam mais nada, nem mesmo o simbolismo do laço eterno elas representam porque hoje se casa e descasa com a mesma facilidade que se compra um carro novo porque o anterior simplesmente saiu de moda. Eu sei que você abomina isso e eu nunca te cobraria essas formalidades, evidente que eu penso em sugerir, mas simplesmente porque o simbolismo ainda existe pra mim, mas eu nunca ficaria arrasado quando você me olhasse com cara de reprovação e dissesse ‘não’. O que eu quero saber de verdade é se quando você está do meu lado, quando nós estamos fazendo amor, ou mesmo quando nós estamos levando o cachorro ao veterinário, você imagina nós dois envelhecendo juntos? Talvez com filhos, ainda que adotados? Almoços de domingo com as duas famílias? Ceias de Natal na casa da sua mãe? Carnaval em Búzios, só nós dois, sem a ‘galera’? Quando você está comigo alguma vez você pensa nisso? Ou já pensou ainda que por um segundo?

Eu sempre penso nessas coisas. Eu sempre te coloquei na minha vida, eu já te colocava na minha vida desde o nosso primeiro ano de faculdade quando você só me dava moral porque eu estava namorando ainda e tinha aquele sabor excitante da coisa proibida. Mesmo nunca tendo falado que te amo eu sempre amei e sempre fiz questão de fazer você se sentir amada. Essa é a razão que te deu segurança suficiente pra falar que me ama. Sabe por que você nunca fez isso antes e por que EU nunca fiz isso antes? Porque no fundo você não sabe se me ama. Você nunca soube. Eu não quero que você me diga todos os dias que me ama, mas eu quero que você me ame todos os dias. Eu queria que você tivesse me amado por todos os anos que nós passamos juntos. Todo os dias que você saia do trabalho cansada, porque estudou a manhã toda e nem teve tempo direito de comer antes de ir pro serviço, e em vez de ir pra sua casa você vinha pra minha, na manhã seguinte quando nós acordávamos eu tinha esperança que naquele dia você não ia me dizer nada, mas olhando nos seus olhos eu ia saber que você me amava.

Dia após dia eu esperei e isso nunca aconteceu. Não adianta eu dizer que é cedo pra nós dizermos ‘eu te amo’ um para o outro porque o ‘cedo’ já passou faz tempo. Também não adianta eu dizer que é tarde porque eu acredito que nunca é tarde demais. Só o que eu posso te dizer é que ainda não é a ora.

EU te amo, mas eu não quero ouvir você dizer que me ama, eu só quero saber que você me ama.”

A Moça não sorriu mais, a Moça não chorou, a Moça, com a mesma naturalidade que entrou em casa na noite anterior, virou as costas e saiu.

Ela casou com um outro moço, que todos os dias pela manhã dizia que a amava e toda sexta-feira ia pra farra e fingiu ser feliz pro resto da vida.

O Moço comprou um cachorro, que nunca disse que o amava, mas todos dias o acordava cedo pra irem passear e todas as noites fazia festa e brincava quando o Moço chegava em casa. O Moço foi muito feliz por dezessete longos anos, teve dezenas de namoradas mas só um cachorro. Quando o cachorro morreu o Moço o enterrou, mas não pegou outro cachorro, continuou a viver feliz pelos anos que restavam, se alimentando das boas lembranças que a vida o proporcionou, e ele nem lembrava mais do nome da moça que um dia disse que o amava.

The Expendable

•junho 19, 2011 • 3 Comentários

Faz tempo que estou querendo escrever isso mas não fiz até então porque sempre aparece algum cretino pra “trollar”, então antes de mais nada quero mandar todos os possíveis comentários desse tipo pra PUTA QUE PARIU, assim não preciso me dar ao trabalho de fazê-lo um a um a cada novo engraçadinho. Uma vez feito isso me sinto bem para começar com o “mimimi”.

Alguém poderia, por obséquio, me explicar qual a PORRA de sentido que as pessoas vêem em tratar outros indivíduos como dispensáveis ou substituíveis ou como quer que você queria chamar esse tipo de relação social egoísta que se estabelece com tanta freqüência, ao menos comigo.

Acho fantástico isso de num momento você ser uma vasta gama de elogios, dos mais fofos aos mais louváveis, enquanto é conveniente que você seja mantido por perto, mas no momento seguinte só o que lhe resta é indiferença afinal já apareceu outro pra tomar seu lugar. Aí a vaga abre novamente e você volta ao posto temporário, mas assim que possível, novamente você é substituído. Não é uma vez, não é com uma pessoa específica, mas é quase sempre que tal situação se faz possível com praticamente qualquer pessoa que tenha essa oportunidade. Existe algum prazer inconsciente ou talvez algum distúrbio ou desvio de comportamento inerente à sociedade atual que leva as pessoas a considerarem os outros “expendables”, possivelmente numa tentativa de estabelecer uma interação social vertical na qual a relação de poder é validada através da quantidade de pessoas que são mantidas sob esse status. É sério, tem gente que coleciona isso! Talvez não de forma consciente como já sugeri anteriormente, mas coleciona. Note que muitos dos efeitos gerados por esse tipo de relação se traduzem na minha escolha de palavras como em “gente que coleciona ISSO”. Esse dêitico aponta de forma anafórica para “pessoas que são mantidas sob esse status”, contudo o pronome demonstrativo “isso” é geralmente usado para objetos inanimados. Dá pra entender mais ou menos como eu estou me sentindo nesse exato momento, né?

Se fosse a primeira vez que isso acontecesse, O.K., dá pra relevar, mas vamos combinar, 27 anos nas costas e nos últimos 13, pelo menos (que eu contei), isso vem sendo meio que uma constante em níveis diferentes, seja com amizades seja com relações mais densas. Eu parto do princípio da generalização “pessoas fazem isso com freqüência e de forma ampla” porque me custa crer que seja só comigo, não acho que seja, mas digo com propriedade que comigo a freqüência é relativamente acima de uma possível média, fosse feito um estudo quantitativo sobre isso.

Esse post aí não é pra ser uma reflexão densa sobre o comportamento humano, não estou com esse tipo de pretensão hoje. Nesse exato momento eu só precisava exteriorizar. Quem sabe um dia eu não sento e estudo melhor sobre teorias comportamentais pra desenvolver melhor algo mais concreto sobre o tema.

Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o meu rock ‘n’ roll…

•janeiro 28, 2011 • Deixe um comentário

Ontem pela manhã a digníssima Stefanie Klein  postou em seu mural do Facebook que a música atrapalha sua vida. Dotado de sinceridade ímpar me vi obrigado a intervir com a seguinte conjectura “as vidas já são atrapalhadas por definição, pelo menos é melhor ter uma vida confusa com trilha sonora…”.

Não que eu pensasse de forma diferente até então, ou nunca tivesse me dado conta disso, a bem da verdade eu sempre acreditei nisso, tanto que aceitei com prazer quando um amigo me convidou para participar como colaborador de seu blog “Life – OST: Viver cansa, mas vale pela trilha sonora”, mas repetir isso me fez avaliar como isso é importante pra mim. Eu acredito que praticamente todo mundo goste de algum tipo de música, mas pra mim isso se tornou minha cocaína. Mais tarde, ontem também, em uma conversa que começou com a versão do Nouvelle Vague de Atoladinha, ou L’Atolerette, e como contraponto a essa manifestação, cômica para quem conhece a versão original e o seu contexto de produção, expus outras obras do Nouvelle Vague, especificamente sua versão de Bizarre Love Triangle, original do New Order, e essa versão é lenta, sem teclados, com um violão e vocal feminino bem calminho, diferente da febre energética original. Eu fui imediatamente questionado sobre gostar desse “tipo de música”, que é recorrente nesse conjunto que por definição (Nouvelle Vague = New Wave) faz uma porção de releituras de outras obras, consagradas cada qual no seu devido período sócio-histórico, só que muitas delas seriam consideradas música de “menininha” por assim dizer.

Primeiramente eu discordo desse tipo de associação (deixo bem claro que tal associação não foi feita pela minha interlocutora de forma direta, eu apenas vi como informação implícita no discurso, o que é perfeitamente natural), música só possui gênero como palavra, palavras são representações fonológicas/gráficas de idéias (eu não vou entrar no mérito da discussão sobre linguagem e pensamento, a versão lingüística do ovo e a galinha) e idéias estão acima da qualificação de gênero, uma vez que a própria qualificação é uma idéia, portanto subordinada a essa condição. Não acredito que exista “música de menininha”. Existem sim discursos voltados para públicos específicos e muitas vezes esses discursos se apropriam de construções musicais específicas para dar sustentação material a mensagem desejada. Muitas vezes não.

No caso específico de Bizarre Love Triangle eu me vejo na obrigação de aceitar que a releitura ficou “melhor” (ou mais coerente) que a original segundo esses aspectos. A letra é um tanto quanto melancólica e casou muito bem com o novo arranjo. Eu entendo que a proposta do New Order, e outros conjuntos de sua época, é justamente uma ruptura entre letra e melodia causando um certo impacto com essa combinação inusitada, mas que a mensagem é captada com mais naturalidade na ultima versão não há como negar.

Fato é que quando questionado sobre gostar desse “tipo de música”, eu passei por cima dessa postulação de idéias, perfeitamente desnecessárias num dialogo despretensioso, e fui direto para a exposição do fato que eu não gosto DESSE tipo de música, eu gosto de música. Sou essencialmente um rockeiro classudo, muitas vezes Easy Rider (no melhor estilo Dennis Hopper), mas eu não me limito a isso. Minha coleção musical tem a opera completa do Richard Wagner, Der Ring Des Nibelungen, e a opera completa são quatro peças (Das Rheingold, Die Walkure, Gotterdammerung e Siegfried), mas essa mesma coleção também possui muito Blues da década de 30, muito Jazz, com direito a 20 álbuns da Ella Fitzgerald cantando songbooks inteiros de Duke Elington, Cole Porter, Harold Arlen, tem também 56 álbuns do McCoy Tiner, muitos deles nem disponíveis em CD, só conseguir porque alguma alma caridosa digitalizou LPs e essa pessoa, mais que ninguém no mundo, merece um abraço. Tenho, ou ao menos conheço boa parte do que foi produzido no mundo do rock, de Yes! a Nickelback, de Peter Frampton a Chris Cornell, mas para a decepção geral tenho também o nacionalmente aclamado e apedrejado Batidão Sertanejo, com o melhor e o pior o Sertanejo Universitário, do Mato Grosso para o mundo.

Eu não consigo de forma alguma dizer que algum desses estilos é melhor que o outro, afinal são coisas diferentes, eu não consigo comparar. Existem estilos que me agradam mais que outros, existem estilos que não me agradam, mas eu sofro de pensar em estabelecer uma relação qualitativa entre estilos musicais (eu meio que já falei sobre isso no primeiro post do ano), só que vou mais além, vou para a frase que concluiu meu raciocínio na conversa que desencadeou esse emaranhado de reflexões: Toda manifestação de arte tem seu valor. Esta ou aquela podem não ter apelo para mim ou para você, mas mesmo nesse caso, mesmo sem esse apelo, elas ainda tem valor. Eu volto ao pensamento de Bakhtin tratando de dialogismos. Mesmo que uma manifestação artística não consiga despertar em mim o que seu criador pensou, eu de alguma forma a vi, digeri e absorvi e ela a partir de então faz parte de toda e qualquer produção minha.

A principal diferença, entretanto, é que cada um de nós é mais influenciado por uns estímulos que outros. Eu conheço minhas capacidades sensoriais e sei que estímulos visuais tem menor influência para mim que estímulos sonoros. Eu como bom homem tosco que sou, tenho o espectro de cores de um cachorro. Eu reconheço basicamente contrastes, e no máximo 16 cores bem definidas. Em outras palavras eu consigo definir as cores de um monitor EGA, mais que isso são inputs sem nome pra mim. Eu sei dizer que dois tons de azul são diferentes? Só se for algo gritante, mas tem tom de azul que chamo de verde e tom de verde que eu chamo de azul. Mas em se tratando de música tem variações tonais que eu percebo e a maioria ignora.

Em uma discussão com meu irmão ele perguntou por que diabos tem baterista que se esconde atrás de uma muralha com 20 tons, 30 pratos, 97 chimbais. Eu não sou baterista, mas consigo especular dois motivos principais, o primeiro é otimização. Eu acredito que em uma bateria composta por 397 peças pelo menos algumas são idênticas em locais distintos, tornando possíveis combinações percussivas que seriam inacessíveis a não ser que o baterista em questão se movimentasse em MACH 5. O segundo motivo que me ocorre é justamente que por mais que muitas peças PAREÇAM idênticas, elas não são, seja pela dimensão ou materiais usados na sua confecção. E cada peça distinta dessas produz um som diferente. Se cada uma das freqüências é 100% perceptível? Não, mas muitas são e algumas pessoas conseguem perceber mais freqüências que outras. Meu irmão, por exemplo, não consegue, mas ele tem um ouvido prejudicado. Ele só concordou com meu argumento porque ele faz engenharia e sabe que qualquer alteração no material ou na dimensão de um instrumento vai alterar a freqüência de vibração, mas se não fosse por isso ele ia me chamar de herege.

Agora pensando dessa forma, se cada detalhe, por menor que seja, vai fazer diferença numa composição, numa forma de expressão, é aceitável afirmar que uma forma é melhor que a outra, mesmo sabendo que cada forma é unica, ainda que composta por formas que a precederam?

Foi refletindo sobre quanto eu, um pobre mortal, consegui pensar sobre esse único tema que eu me dei conta do quanto ele é importante na minha vida. Não é simplesmente que eu tenho trilha sonora pra minha vida, eu preciso disso, eu sou viciado nisso. Eu já tive viagens psicodélicas ouvindo álbuns do Pink Floyd (recomendo o Division Bell) sem nunca ter passado perto de nenhum ácido, chá ou psicotrópico que o valha; eu já tive momentos “bonachão” sentado em uma poltrona com um copo de scotch J&B ao som de John Coltrane com um dos mais brilhantes arranjos de Summertime; eu já passei 10 horas (das quinze necessárias) ouvindo O Anel de Nibelungo do Wagner enquanto pesquisava e digitava incessantemente um trabalho acadêmico; e eu fiz minhas provas de Latin ouvindo as peças em E (mi maior) do Bach, nessa ordem: Prelude, Allemande, Courante, Sarabande, Bourree Gigue.

Hipoteticamente falando, eu arriscaria dizer que eu conseguiria viver em sanidade se me negassem a fé, se me tirassem os ideais, se me privassem do convívio social, (eu ia colocar sexo nesse ponto da lista, mas eu estou comprovando isso empiricamente, já faz tanto tempo que eu não lembro nem a cor então não poderia entrar como hipotese), mas eu não consigo afirmar, nem hipoteticamente, que eu conseguiria manter a razão se nunca mais conseguisse, se quer, pensar em uma música que fosse.

Quero deixar aqui registrado, em caso de um ultimo pedido, que se algum dia for necessário me isolarem da sociedade me mandem pro lugar que for, e se nem energia elétrica tiver eu sobrevivo desde que tenha um Fonógrafo a manivela e vinís.

Obrigado.

Not enough

•janeiro 23, 2011 • Deixe um comentário

Too tall, too small, too fat, too flat, not rich, not rich enough, not any of these actually mean a thing. There’s a line that repeats itself inside my mind time and time again and that’s precisely what defines the true meaning of those conditions, “just because it’s your best it doesn’t mean it is good enough”. Life is made of rather more frustrations than actual accomplishments, basically to any and every one of us, however the proportion between those values are not absolute, nor the same to each of us. There are “lucky ones”, as to say, that have the reason between both values tending towards 1, which is good (if you don’t know why right now just take my word and ask your math teacher when you got time) and there are a few other to whom this reason is not even close to that. I won’t play the martyr, or victim, or whatever you should call that, right now I’m just making a rational statement based on outcomes, which in my case are a little bit underrated. At this point some might come thrusting that old saying down my throat, “you cannot have it all”, and that said I must make an amendment ”you cannot have AT ALL”. It makes no difference how hard you try to make things right, the problem is not the things being wrong, it’s you, despite whatever you do.

Life is not an old unfair bitch tossing you crap here and there, it throws good things and bad things on everyone, though these “good” and “bad” things are both absolute and relative. Absolute when talking about quality, but relative when talking about priority. Just because one get loads of money it doesn’t mean he needs, or care for that.

Life has given lots of good stuff, and that’s a problem as huge as not getting any. When none is given you might feel miserable justified by facts, on the other hand when some is given you might feel miserable justified by guilt, the guilt of that not being exactly what you would define as valuable.

If you’re guessing “this old crybaby is talking ’bout love” you’re partially right for I shan’t even go that deep on feelings, love is far more intense than I could hope by now, tenderness would be a start already, and yet, it is denied. My brother would by now show up in my mind being a dickhead as he usually is saying “crymoar” and that makes me feel happy and sad for him, ironically for the very same reason: the fact that not a single fuck is given, his priorities, at least so far, do not include social nor emotional satisfaction, a curse and a gift. Honestly, I wouldn’t mind being cursed like that, still unfortunately I am not. I do care, and fuck this but I care more than should be considered healthy, which is also a curse, though a curse that has it’s only good side directly dependent on choices that are not mine to make.

A very curious, and unintentionally poetic, combination of movies for me this afternoon: Shutter Island followed by The Imaginarium of Doctor Parnassus. A mystery thriller, though released earlier, that reminded me somehow of The Origin, though that might have been an impression directly connected to Di Caprio’s acting (and an incredible one on either movies). If you haven’t watched it and hate spoilers take a break, rent the movie and enjoy each of it’s 138 minutes and come back here thereafter.

What was most intriguing on this movie is that thought predictable, the ending still surprises you for not leaving loose ends nor loopholes despite it’s complexity and I’m pretty confident Chris Nolan learned a lot from this picture for the key element of the final scene from both Scorsese’s (Shutter Island) and Nolan’s (The Origin) production is absolutely the same.

Terry Gilliam, most known for directing Monty Python screenplays, was delightfully successful with Doctor Parnassus, for he has written and directed it masterfully despite the events surrounding Heath Ledger’s passing away before the end of the filming.

Shutter Island describes how deep can one’s mind go to block pain and suffering, shutting them inside the most rich fantasies just so we can bare the waking of a new dawn.

Doctor Parnassus shows a complex metaphor of how our daydreaming way of dealing with pain can be as dangerous as rewarding, and that is far more dangerous when our hopes are entangled with other people’s. One’s hope is dangerous enough by itself and it’s own moral choices, add to that someone else’s choices directly influencing the course of actions and you have a potential web of “wrong” choices crumbling both sides’ worlds.

What truly links both movies is this main storyline of Doctor Parnassus, that is also represented on Shutter Island’s final scene: the concept of choices. On Parnassus a choice can either condemn you or save you, though it’s more likely based on the righteous way or the easy way, and that is projected on the dreamworld. It’s like a limited universe of Sandman’s dreamworld that defines whether you’re going to heaven or hell, a beautiful metaphor for life itself . The choice on Shutter Island is based on whether you’ll keep on living a dream or facing reality. It’s clearly put that living a dream will end up killing you (you being your ego, not necessarily your body)  whilst facing reality will save you though you’ll be forced to put up with the shame of the choices that drove you there. That’s represented on Di Caprio’s last line “Which would be worse, to live as a monster or to die as a good man?” making you wonder, whether he chose to be taken as insane or was he really nuts. I’d stay with the first option, as most you as well. Everyday we choose to mask reality somehow so we can make it through the night.

“Alright both movies have the little similarities on dealing with imagination as a necessity, in order to survive, but that doesn’t make me feel they are alike!”

Try facing those movies not as if they were alike but as complementary. One thing leads to the other and that’s why it was so curious watching both in one big popcorn session.

That’s basically what unintentionally made me post stuff once more not in my native language. Writing in Portuguese suddenly stopped comforting me because the “persona” before, during and after the writing process was always the same. Going back to writing in English stands for a possible structure for an alter ego, not the same alter ego as described on the doppelgänger theory, but simply as an alternative to my actual self, an alternative to the reality described by the complex outcomes of choices, both mine and other’s, that turn out making me feel miserable, as if I were not meant to be ever successful on my journey and leaving me with the possibilities of either picking something beside healthy and happy social relations to care about or living dreadfully lonely even when the world surrounds me.

That’s precisely how I’ve been feeling. No matter what, no matter how, no matter when, whatever I am is not ever good enough, is not ever an option.

“Oh but God never gives us a load heavier than we should be able to carry…” – Well, guess again, God has nothing to do with it, it’s not His fault, He’s not the one to blame. People are, myself included, and for the majority of those, as for my brother, not a single fuck is given concerning the fact that you might not be able to carry that load, it’s simply yours to bear, so if you can’t stand the heat just get out of the wild west. And no need for second chances, trying again means having the possibility of going through everything all over again. Not taking any chances on that, thank you…

Dramatic? Possibly. Untruthfully? Unlikely.

“That is one more kid that will never go to school, never get to fall in love, never get to be cool…” – Neil Young

E qual o problema com essas músicas?

•janeiro 19, 2011 • Deixe um comentário

Zeca, a sua resposta estava ficando muito longa então eu tirei do Facebook e transformei na minha primeira postagem de 2011. Pode apedrejar.

O problema não está nas músicas em si, está no fato de as pessoas acharem que só existem elas, está no fato de todo mundo precisar tanto criar uma identidade nacional que coloca qualquer música nacional que seja acima de todo o resto, é uma xenofobia cultural mascarada por um nacionalismo barato que esquece que esse desenvolvimento cultural não existe sem comunhão cultural.

Depois de “Adão”, por assim dizer, todo discurso é interpelado por dialogismos, não existe um discurso se quer, em qualquer âmbito, que não seja repercussão de algo que já tenha sido dito ou feito antes e isso se aplica a manifestações lúdicas inclusive. Renegar o diferente só porque ele está separado por uma linha política arbitrária e imaginária é abominável pra dizer o mínimo. Eu não toco Legião Urbana porque eu já toquei muito quando tinha 15 anos, não me identifico mais com isso e não vejo nada que isso possa me acrescentar. A palavra chave é “identificar”, só que essa palavra congrega tanto quanto segrega. A manifestação inconsciente da identidade é construída através da negação: a “persona” que me define é caracterizada pelo conjunto de valores, idéias, gostos, tendências, orientações políticas e assim por diante que eu não carrego, mas não possuir essa bagagem de características é diferente de renegá-las.

Renegar é um ato consciente e violento e é justamente por isso que eu não toco essas músicas, porque cada vez que alguém dá um violão na minha mão e me pede pra tocar Legião Urbana é como se essa pessoa estivesse me dizendo “eu estou cagando para o que você gosta de tocar, você tem que tocar isso porque é isso que eu chamo cultura valorizada” e é por isso que sempre que eu estou com um violão eu me isolo das pessoas nos churrascos/festas, porque eu não vou tocar para quem não quer ouvir o que eu gosto de tocar, e é por isso que quando a minha mãe me pergunta o porque de eu não voltar a estudar música pra tentar “tirar uma grana com isso” eu sou obrigado a responder simplesmente “porque eu não sou afim”, porque vai ser complexo demais explicar pra ela que esse tipo de coisa exige um sangue frio e capacidade de abstração dos próprios valores que é quase um tipo de prostituição, e que eu não faria isso por uns trocados, evidente. Se você me disser que vai me assinar um contrato de 1 ano, só isso, mas com cachê mensal mínimo de 10 mil reais amanhã eu tô colorido tocando pra adolescente ensandecidas, não precisa ser mais de 1 ano, com mínimo de 120 mil em um ano dá pra pagar todas as contas mantendo um padrão de vida razoável e fazer um pé-de-meia, mas de graça ou por 30 reais e cerveja liberada eu não acho que valha a pena.

Qual o problema com essas músicas? Nenhum, o problema está naquilo que elas representam dentro do contexto cultural da sociedade microcéfala e apedeuta que confunde identidade com xenofobia.

 

Comptine d’Un Autre Été

•novembro 7, 2010 • Deixe um comentário

Antes de mais nada eu recomendo que, antes de prosseguir lendo o post, você clique no link abaixo e escute a música, ou deixe ela tocando em um loop infinito enquanto você lê, como eu fiz enquanto eu escrevia.

Comptine d’Un Autre Été

Ontem eu cheguei em casa, depois de passar uma tarde de ócio com uma amiga, com uma necessidade urgente de escrever aqui de novo por vários motivos. O principal foi uma experiência meio que de sinestesia. Essa amiga me mostrou um perfume que ela estava pensando em comprar e imediatamente esse perfume me deu uma imensa sensação de conforto, quase felicidade, enquanto me fazia visualizar cenas nítidas e claras do passado, com riqueza de detalhes. Antes que venha algum troll pentelho me dizer que sinestesia é só quando se misturam dois ou mais dos cinco sentidos eu já adianto, para mim, sinestesia envolve quaisquer planos sensoriais distintos e se pra você, ilustríssimo troll, a memória e nossa percepção da mesma não for um plano sensorial bem definido você precisa rever seus conceitos e começar um processo de “to think out of the box”. Expanda seus horizontes. Digressões a parte foi essa experiência que me fez refletir sobre pequenos prazeres da vida que nós perdemos ao longo dos anos, eu pelo menos perdi.

Antes tudo tinha outro valor, tudo tinha outro sabor. Os perfumes eram mais marcantes, os sabores mais intensos, os sentimentos mais sinceros. O prazer pela vida tinha de fato um significado único e insubstituível. Eu poderia até não saber o que eu queria da vida, mas ainda existia uma esperança inocente de que tudo se resolveria e que cada detalhe valia a pena.

Não dê todo o mérito dessa epifania a simplesmente o perfume. Na verdade tudo isso faz parte de um processo pelo qual eu venho passando nos últimos meses e se intensificou nesses últimos dias. Quinta ou sexta feira deu uma chuva gostosa no final do dia e o cheiro da chuva me fez lembrar das férias que eu passava na praia com minha mãe e meu irmão, ontem teve esse fato pitoresco do perfume e esses eventos, somados a alguns outros que não convém mencionar me despertaram esse anseio de escrever novamente mas eu não sabia como começar e foi então que apagando arquivos antigos do meu HD eu encontrei essa música perdida por lá junto com a partitura e coloquei pra tocar e essa música foi que me deu o click que faltava.

Em 2007 para uma disciplina eletiva da faculdade a professora pediu que nós alunos redigíssemos uma pequena peça e a encenássemos, e uma colega que já tinha umas idéias em mente mencionou que precisava de um homem para encenar a sua peça junto com ela. Eu me candidatei no escuro, sem fazer a menor idéia do que seria já que ela só queria ajuda para a encenação, o roteiro seria todo por conta dela. Foi uma das melhores experiências acadêmicas da minha vida e a peça tratava justamente desses mesmos sentimentos, da nostalgia, da percepção que com o tempo nós acabamos nos esquecendo do valor das pequenas coisas que marcaram a nossa evolução como um simples “bolo de cenoura”. Era esse o nome da peça, a Vanessa escreveu aquilo com uma maestria que quando nós terminamos de encenar a turma inteira que estava assistindo estava aos prantos, eu lembro de gente soluçando, e a encenação terminava justamente com essa música que encaixa perfeitamente para o tema em absolutamente todos os sentidos, título, melodia, arranjo, sentimento.

(Para quem ainda não reconheceu, a música é da trilha sonora do Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain).

Ouvindo a melodia de novo eu me dei conta que o prazer que eu sentia por esses detalhes da vida não sumiu faz tanto tempo assim, é algo recente. Ao me dar conta que eu sentia saudades até do ano de 2007 e de como eu enxergava a vida três anos atrás eu percebi que foi em algum momento nesses últimos três anos que eu algo mudou de fato. Tanta coisa aconteceu tão rápido em três anos, decepção atrás de decepção em todos os planos, sentimental, acadêmico, familiar e de repente eu me dei conta que eu acabei ficando duro antes de chegar aos 30 anos (a palavra mais indicada é rabugento, mas “duro” é mais poético).

Eu não sei dizer o momento exato em que isso aconteceu, ou qual o evento específico que culminou nisso tudo, mas o fato é que eu perdi o prazer pelas pequenas coisas da vida.Eu lembro que antes eu tinha vários planos e hoje eu vivo na inércia dos fatos, eu perdi a ambição. Lembro também que antes eu estava sempre sorrindo e hoje meus momentos alegres são alguns rompantes esporádicos em uma gargalhada aqui ou ali, mas o ar de felicidade plena que me envolvia e fazia as pessoas se aproximarem de mim simplesmente sumiu. Eu antes confiava nas pessoas de maneira incondicional e consciente, por mais paradoxal que isso possa parecer, hoje eu não espero mais nada de absolutamente ninguém, a expressão que eu mais uso para mim mesmo cada vez que alguém faz algo que antes me desapontaria é “I’m beyond the point of caring” e é justamente isso o que mais me preocupa, o fato de eu não me importar. Mais triste que ser triste é simplesmente não ser coisa alguma, triste ou feliz, tanto faz.

Eu sinto falta de todas as coisas que eu já soube dar valor, mas acima de tudo eu sinto falta de dar valor às coisas que ninguém mais valoriza. Hoje em dia parece que tudo é um produto substituível, pessoas são dispensáveis, amigos recicláveis, e ter prazer em viver é luxo. Eu quero de volta o tempo em que os valores não estavam nas cifras, o tempo em que trabalhar e viver formavam apenas uma oração coordenada e não subordinada, o tempo em que formar caráter incluía uma tarde fazendo um bolo de cenoura e não uma lição de como sempre desconfiar de tudo e de todos.

Eu quero o prazer pela vida de volta, j’veux le comptine d’un autre été…

Dengeki Sentai Changeman 電撃戦隊チェンギマン

•março 20, 2010 • Deixe um comentário

Antes de ir  vomitando a letra na cara de vocês, uma breve contextualização. Eu assistia Changeman na casa da minha avó, antes de meu irmão nascer, o que quer dizer que eu tinha menos de 4 anos. Pra eu lembrar de uma coisa dessas é porque REALMENTE me marcou. Foi meu primeiro contato com Tokusatsus (Seriados live-action de heróis japoneses). Talvez antes mesmo de Jaspion, ou pelo menos é o único que eu me lembro de assistir na casa da minha avó, no quarta da minha avó, na cama com colchão de molas com a colcha verde com alto relevo em forma de folhas.

Esquadrão Relâmpago Changeman

Eu lembro que ficava lá depois do colégio esperando meu pai/mãe me buscar depois do trabalho e ficava PUTO (com uma palavra mais adequada a idade de 3 anos, evidente) se ele/ela chegava antes de acabar. Mas puto se quem chegava era meu pai, afinal ele estava na casa dos sogros, e em hipótese alguma esperava o seriado acabar pra ir embora, nem que tivesse que me arrastar pelo braço. Quando era minha mãe, por ser a casa em que ela cresceu, não ligava de esperar alguns minutos, mas meu pai era irredutível.

Dali pra frente a coisa só piorou, eu acabei ficando viciado em Tokusatsus, todos, absolutamente, assistia tudo o que você possa imaginar. Os da Rede Manchete (Changeman, Flashman, Jaspion, Jiraya, Jiban, Cyber Cops, Winspector, Solbrain, Lionman, e com certeza esqueci algum). Os da Rede Record (Machine Man, Metalder, Goggle Five, se tinha algum outro eu não me lembro). E um que passava na TV Cultura, TALVEZ, mas eu não vou lembrar o nome, embora seja bem mais recente ele concorria com o horário de Shurato (não vou citar meus animes favoritos por enquanto, primeiro só tokusatsus).

Sim eu também jogava bola na rua, andava de bicicleta, invadia construções pra pular nos montes de areia, explodia

Goggle V

latas de tinta vazias com bombinhas, fazia fogueira com sacos de material de construção pra ver as cores diferentes dependendo do material (fato que só fui entender no colegial, não lembro de ter aulas de química MESMO antes disso), mas aos 3 anos de idade eu não tinha amigos, não sabia o que era ter amigos, então meus amigos eram os tokusatsus (isso durou até os 4 anos, quando nos mudamos do apartamento pra casa que moramos até hoje e eu descobri que existia um mundo fora do meu quarto) e até esse momento Changeman foi meu melhor amigo.

Eu não sei quantos posts eu vou conseguir fazer com essas letras de músicas, nem sempre as transcrições são confiáveis e meus ouvidos menos ainda, é que dei muita sorte de achar uma versão de videokê da música no youtube (pra quem não quiser sair daqui ou quiser ouvir a música enquanto lê o post eu coloquei ele no final do post), o que facilita muito a coisa. Nem todos os kanjis eu consegui ler o hiragana em cima então apelei pro Rikai-chan®. Sem mais delongas, nada mais justo, portanto, que começar meus posts sobre isso justamente com “Esquadrão Relâmpago Changeman!”

“Haato”ni hi ga tsukuze moeagaruze

ハ-アトに ひがつくぜ もえあがるぜ

ハ-アトに 火がつくぜ もえあがるぜ

Jaaku no gozuma wo “kyatchi” shita ze

じゃあくの ゴズマを キャッチしたぜ

邪悪の ゴズマを キャッチしたぜ

Miteminu furinante dekinai no sa

みてみぬ ふりなんて できないのさ

みてみぬ ふりなんて 出来ないのさ

Chikai no WE’RE “Changeman” ai ga chikara

ちかいの WE’RE チェンジマン あいがちから

誓の WE’RE チェンジマン 愛が力

Niji ga ukabu nageki no sora ni

にじが うかぶ なげきの そらに

虹が 浮かぶ 嘆きの そらに

Oretachi no “messeeji”

おれたちの メッセージ

俺達の  メッセージ

* OH! YES! Shouri e no tatakai

OH!YES! しょうりへの たたかい

OH!YES! 勝利への 闘い

Ai kotoba wa hitotsu

あいことばは ひとつ

合言葉は ひとつ

OH “change” “change” change”

OH チェンジ.チェンジ.チェンジ

OH! YES! Kono ude de mirai wo

OH!YES! このうでで みらいを

OH!YES! この腕で 未来を

Ore wa, oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

おれは おれたちは でんげき せんたい チェンジマン

俺は 俺達た 電撃戦隊 チェンジマン
Namida wo kanjiruze sakenderuze

なみだを かんじるぜ さけんでるぜ

涕を 感じるぜ 叫んでるぜ

Yasashii kokoro ni tonde yuku ze

やさしい こころに とんで ゆくぜ

優しい  心に   飛んで ゆくぜ

Senaka wo muketari wa dekinai no sa

せなかを むけたりは できないのさ

背中を むけたりは 出来ないのち

Yuuki no WE’RE “Changeman” ai wo daite

ゆうきの WE’RE チェンジマン あいを だいて

勇気の WE’RE チェンジマン 愛を抱いて
Hoshi ga hikaru muhou no michi ni

ほしが ひかる むほうの みちに

星が 光る 無法の みちに

Oretachi no “seremonii”

おれたちの セレモニー

俺達の  セレモニー

OH! YES! Owarinaki tatakai

OH!YES! おわりなき たたかい

OH!YES! 終りなき 闘い

Ima inochi wo kakete

いま いのちを かけて

いま 命を かけて

OH “change” “change” “change”

OH チェンジ.チェンジ.チェンジ

OH! YES! Yakusoku no mirai wo

OH!YES! やくそくの みらいを

OH!YES! 約束の    未来を

Ore wa oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

おれは おれたちは でんげき せんたい チェンジマン

俺は 俺達は 電撃戦隊 チェンジマン

“Haato” ni hi ga tsukuze moeagaruze
Jaaku no gozuma wo “kyatchi” shita ze
Miteminu furinante dekinai no sa
Chikai no WE’RE “Changeman” ai ga chikara
Niji ga ukabu nageki no sora ni
Oretachi no “messeeji”

* OH! YES! Shouri e no tatakai
Ai kotoba wa hitotsu
OH “change” “change” change”
OH! YES! Kono ude de mirai wo
Ore wa, oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

Namida wo kanjiruze sakenderuze
Yasashii kokoro ni tonde yuku ze
Senaka wo muketari wa dekinai no sa
Yuuki no WE’RE “Changeman” ai wo daite
Hoshi ga hikaru muhou no michi ni
Oretachi no “seremonii”

OH! YES! Owarinaki tatakai
Ima inochi wo kakete
OH “change” “change” “change”
OH! YES! Yakusoku no mirai wo
Ore wa oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

(in)Utilidade pública

•março 20, 2010 • Deixe um comentário

Venho por meio desta, anunciar que colocarei no ar alguns posts (quantos eu tiver saco de redigir) com letras de músicas de Super Sentais que fizeram parte da minha infância com a versão em Romanji e Hiragana.

É algo inutil para os poucos que leêm o blog, mas útil pra mim, que tive que trancar Japonês III por força maior, assim eu tento manter PELO MENOS a minha leitura de hiragana em ordem…

Por hora não vou arriscar a escrita com Kanjis porque eu não conheço quase nada. Se eu achar as músicas no Youtube com versão de Videokê com seus devidos Kanjis talvez eu coloque aqui.

Abraço!

O Principio Do Fim…

•março 1, 2010 • Deixe um comentário

AAAAAAAAAAHHH!!!! Contagem regressiva pra me formar!!!! De 3 a 4 semestres pra me formar, mas só de olhar a integralização curricular e ver que com uma gambiarra aqui e outra ali eu talvez consiga inclusive adiantar um semestre, possibilidade distante no meu catálogo antigo, eu já fico me sentindo no anuncio das Havaianas com a Fernanda Lima: “Todo empolgadinho”. Vamos lá, agora tá no fim! Chega de sofrer!

Beijo na bunda e até segunda!

A arte de passar mal…

•fevereiro 19, 2010 • 1 Comentário

Vou poupá-los dos detalhes, basta saberem que são 6 da manhã e eu ainda não dormi porque nada que eu ingeri depois das 17h de ontem seguiu a ordem natural das coisas.

Já tinha passado mal antes, mas com tanto estilo foi a primeira vez.

Não, eu não bebi, não é porre, é intoxicação alimentar e agora eu to acordado digitando no blog porque sabe Deus como eu vou reagir se deitar. O PC é mais perto da porta do banheiro que a minha cama… A relatividade explica.

Mas tudo bem, sexta feira é um ótimo dia pra passar regado a chá e biscoito de maizena (nostálgico mas funciona).

Podia pelo menos ter um céu limpo, assim dava pra passar os proximos minutos vendo o dia nascer, mas nem isso. 3 semanas de um calor infernal nessa porcaria de cidade e quando eu preciso de um dia limpo tá tudo nublado. Eu escolho bem as noites pra passar acordado fazendo sessão de descarrego. Juro que só faltou o Edir Macedo sacudindo minha cabeça e gritando “O MAL ESTÁ EM VOCÊ! SAIAAAA! SAIAAAA EM NOME DE JESUS!” porque a parte em que eu me contorço e me arrasto pelo chão tava igualzinho… Teve direito até ao famoso “VOMITA VERDE, VADIA!” do Exorcista!

In Murphy We Trust

•fevereiro 16, 2010 • Deixe um comentário

Sabe aqueles dias que têm tudo pra dar errado, você acorda com uma baita dor de cabeça e pensando, “poutz, não vai prestar…” e no fim da tudo certo? Pois é, não to falando de um desses. To falando do simétrico aditivo dele, um dia que você acorda bem, empolgado, feliz, crente que tudo vai dar certo, cheio de planos. Eis que vem a vida como quem não quer nada, te dá um “boa noite Cinderela” (que até hoje eu não entendi porque do nome, afinal quem dorme não é a Cinderela, é a Bela Adormecida, e nem precisa ser muito perspicaz pra sacar isso) aí quando você se dá conta a vida te amarrou e preparou todo um cenário pra fazer você se sentir um merda. Como certas coisas não dá pra mudar você fica sendo um merda adorável, mas ainda assim, um merda…

Chega em casa cansado, acabado, querendo matar metade do mundo, de preferência a metade que já não vá morrer de alguma desgraça inevitável, com medo até de dormir e quando acordar o seu carro não estar mais onde você deixou. OK, Quando você acha que acabou você prolonga esse dia em mais 24 horas… Cool… NOT! Bom, aí você transforma essa maré de azar em uma semana…

Balanço do fim de férias em uma frase:

POUTZ, QUE FASE!

Ah UNICAMP, que saudades de você, dos trabalhos atrasados, das provas sem estudar, das festas que eu não vou porque tenho que estudar ou entregar trabalhos no prazo…

Março chega logo que Fevereiro já deu o que tinha que dar…

ÊÊÊÊÊÊ!!! Carinha nova pra esse trem!

•fevereiro 15, 2010 • Deixe um comentário

Vamos lá, mudando o layout do blog. Cansei do velho… Na verdade eu cansei de um monte de coisas, o layout antigo é só mais uma, e nem tá entre as prioritárias, mas por hora é só o que vai mudar… O resto só o tempo vai dizer…

Dreamless World

•fevereiro 15, 2010 • Deixe um comentário

I was sleeping, having an incredibly real and bad dream… Just realized it was no dream, only yesterday…

Já teve a impressão que certas coisas são sempre iguais na sua vida? Não importa quantos anos passem, quantas vezes você mude de ambiente, quantas pessoas entrem e saiam da sua vida, parece que o enredo é sempre o mesmo numa sucessão sem fim de roteiros adpatados com personagens diferentes. Sério mesmo, to merecendo um OSCAR por interpretar esse mesmo papel tão bem em 397 filmagens diferentes. Nem que seja um prêmio daqueles honorários que a academia dá de vez em quando.

Estava conversando com uma amiga no MSN alguns minutos atrás e ela tocou num assunto que não é (nem nunca foi) meu favorito. Dando consultoria de relacionamentos, como de costume, e quando ela já tava mais calma ela me solta um “eu odeio essa … necessidade de procura constante de relacionamentos perfeitos”. Tá reclamando!? Devia agradecer que pelo menos tem os imperfeitos. No meu caso a parte chata não é ser frustrado é ser platônico, like… ALWAYS!!! Chega uma hora que a gente cansa de gostar sozinho, eu por exemplo já cansei faz tempo. Só falta alguém avisar o Roteirista, ou será que esse ano tem greve de novo?

Pra não dizer que esses momentos não me servem de nada (na verdade eu to chamando de “momentos” por mera força de expressão, porque já viraram looooongos períodos), a minha criatividade para frases de efeito é diretamente proporcional ao meu nível depressivo. A frase que eu usei pra abrir o post eu criei cinco minutos atrás. Outra muito boa foi uma que eu soltei ontem e botei até no twitter (com as devidas restrições de caracteres) “A vida deveria ser igual Street Fighter, se você cansou de apanhar é só botar outra ficha e dar ‘continue’ com outro personagem.” Maldita hora que eu escolhi o Zangief! Ô Tio, deixa eu pegar o Ken, to cansado de beijar a lona, ele pelo menos é casado.

Bom, eu não vou ficar me prolongando, esse post não tem pretensão de promover profundas reflexões nem nada, foi só um desabafo casual, que aliás… ALIÁS, eu estava precisando faz um bom tempo.

PS.: Para quem conhece, SIM eu estou escutando Siam Shade (uma banda de J-Rock que não é mais “fag” por falta de espaço), e SIM o título foi tirado da música deles simplesmente porque eu a estava ouvindo quando comecei a escrever e não estava com paciência de ficar pensando em título e blá blá blá.

 
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