Comptine d’Un Autre Été

•novembro 7, 2010 • Deixe um comentário

Antes de mais nada eu recomendo que, antes de prosseguir lendo o post, você clique no link abaixo e escute a música, ou deixe ela tocando em um loop infinito enquanto você lê, como eu fiz enquanto eu escrevia.

Comptine d’Un Autre Été

Ontem eu cheguei em casa, depois de passar uma tarde de ócio com uma amiga, com uma necessidade urgente de escrever aqui de novo por vários motivos. O principal foi uma experiência meio que de sinestesia. Essa amiga me mostrou um perfume que ela estava pensando em comprar e imediatamente esse perfume me deu uma imensa sensação de conforto, quase felicidade, enquanto me fazia visualizar cenas nítidas e claras do passado, com riqueza de detalhes. Antes que venha algum troll pentelho me dizer que sinestesia é só quando se misturam dois ou mais dos cinco sentidos eu já adianto, para mim, sinestesia envolve quaisquer planos sensoriais distintos e se pra você, ilustríssimo troll, a memória e nossa percepção da mesma não for um plano sensorial bem definido você precisa rever seus conceitos e começar um processo de “to think out of the box”. Expanda seus horizontes. Digressões a parte foi essa experiência que me fez refletir sobre pequenos prazeres da vida que nós perdemos ao longo dos anos, eu pelo menos perdi.

Antes tudo tinha outro valor, tudo tinha outro sabor. Os perfumes eram mais marcantes, os sabores mais intensos, os sentimentos mais sinceros. O prazer pela vida tinha de fato um significado único e insubstituível. Eu poderia até não saber o que eu queria da vida, mas ainda existia uma esperança inocente de que tudo se resolveria e que cada detalhe valia a pena.

Não dê todo o mérito dessa epifania a simplesmente o perfume. Na verdade tudo isso faz parte de um processo pelo qual eu venho passando nos últimos meses e se intensificou nesses últimos dias. Quinta ou sexta feira deu uma chuva gostosa no final do dia e o cheiro da chuva me fez lembrar das férias que eu passava na praia com minha mãe e meu irmão, ontem teve esse fato pitoresco do perfume e esses eventos, somados a alguns outros que não convém mencionar me despertaram esse anseio de escrever novamente mas eu não sabia como começar e foi então que apagando arquivos antigos do meu HD eu encontrei essa música perdida por lá junto com a partitura e coloquei pra tocar e essa música foi que me deu o click que faltava.

Em 2007 para uma disciplina eletiva da faculdade a professora pediu que nós alunos redigíssemos uma pequena peça e a encenássemos, e uma colega que já tinha umas idéias em mente mencionou que precisava de um homem para encenar a sua peça junto com ela. Eu me candidatei no escuro, sem fazer a menor idéia do que seria já que ela só queria ajuda para a encenação, o roteiro seria todo por conta dela. Foi uma das melhores experiências acadêmicas da minha vida e a peça tratava justamente desses mesmos sentimentos, da nostalgia, da percepção que com o tempo nós acabamos nos esquecendo do valor das pequenas coisas que marcaram a nossa evolução como um simples “bolo de cenoura”. Era esse o nome da peça, a Vanessa escreveu aquilo com uma maestria que quando nós terminamos de encenar a turma inteira que estava assistindo estava aos prantos, eu lembro de gente soluçando, e a encenação terminava justamente com essa música que encaixa perfeitamente para o tema em absolutamente todos os sentidos, título, melodia, arranjo, sentimento.

(Para quem ainda não reconheceu, a música é da trilha sonora do Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain).

Ouvindo a melodia de novo eu me dei conta que o prazer que eu sentia por esses detalhes da vida não sumiu faz tanto tempo assim, é algo recente. Ao me dar conta que eu sentia saudades até do ano de 2007 e de como eu enxergava a vida três anos atrás eu percebi que foi em algum momento nesses últimos três anos que eu algo mudou de fato. Tanta coisa aconteceu tão rápido em três anos, decepção atrás de decepção em todos os planos, sentimental, acadêmico, familiar e de repente eu me dei conta que eu acabei ficando duro antes de chegar aos 30 anos (a palavra mais indicada é rabugento, mas “duro” é mais poético).

Eu não sei dizer o momento exato em que isso aconteceu, ou qual o evento específico que culminou nisso tudo, mas o fato é que eu perdi o prazer pelas pequenas coisas da vida.Eu lembro que antes eu tinha vários planos e hoje eu vivo na inércia dos fatos, eu perdi a ambição. Lembro também que antes eu estava sempre sorrindo e hoje meus momentos alegres são alguns rompantes esporádicos em uma gargalhada aqui ou ali, mas o ar de felicidade plena que me envolvia e fazia as pessoas se aproximarem de mim simplesmente sumiu. Eu antes confiava nas pessoas de maneira incondicional e consciente, por mais paradoxal que isso possa parecer, hoje eu não espero mais nada de absolutamente ninguém, a expressão que eu mais uso para mim mesmo cada vez que alguém faz algo que antes me desapontaria é “I’m beyond the point of caring” e é justamente isso o que mais me preocupa, o fato de eu não me importar. Mais triste que ser triste é simplesmente não ser coisa alguma, triste ou feliz, tanto faz.

Eu sinto falta de todas as coisas que eu já soube dar valor, mas acima de tudo eu sinto falta de dar valor às coisas que ninguém mais valoriza. Hoje em dia parece que tudo é um produto substituível, pessoas são dispensáveis, amigos recicláveis, e ter prazer em viver é luxo. Eu quero de volta o tempo em que os valores não estavam nas cifras, o tempo em que trabalhar e viver formavam apenas uma oração coordenada e não subordinada, o tempo em que formar caráter incluía uma tarde fazendo um bolo de cenoura e não uma lição de como sempre desconfiar de tudo e de todos.

Eu quero o prazer pela vida de volta, j’veux le comptine d’un autre été…

Dengeki Sentai Changeman 電撃戦隊チェンギマン

•março 20, 2010 • Deixe um comentário

Antes de ir  vomitando a letra na cara de vocês, uma breve contextualização. Eu assistia Changeman na casa da minha avó, antes de meu irmão nascer, o que quer dizer que eu tinha menos de 4 anos. Pra eu lembrar de uma coisa dessas é porque REALMENTE me marcou. Foi meu primeiro contato com Tokusatsus (Seriados live-action de heróis japoneses). Talvez antes mesmo de Jaspion, ou pelo menos é o único que eu me lembro de assistir na casa da minha avó, no quarta da minha avó, na cama com colchão de molas com a colcha verde com alto relevo em forma de folhas.

Esquadrão Relâmpago Changeman

Eu lembro que ficava lá depois do colégio esperando meu pai/mãe me buscar depois do trabalho e ficava PUTO (com uma palavra mais adequada a idade de 3 anos, evidente) se ele/ela chegava antes de acabar. Mas puto se quem chegava era meu pai, afinal ele estava na casa dos sogros, e em hipótese alguma esperava o seriado acabar pra ir embora, nem que tivesse que me arrastar pelo braço. Quando era minha mãe, por ser a casa em que ela cresceu, não ligava de esperar alguns minutos, mas meu pai era irredutível.

Dali pra frente a coisa só piorou, eu acabei ficando viciado em Tokusatsus, todos, absolutamente, assistia tudo o que você possa imaginar. Os da Rede Manchete (Changeman, Flashman, Jaspion, Jiraya, Jiban, Cyber Cops, Winspector, Solbrain, Lionman, e com certeza esqueci algum). Os da Rede Record (Machine Man, Metalder, Goggle Five, se tinha algum outro eu não me lembro). E um que passava na TV Cultura, TALVEZ, mas eu não vou lembrar o nome, embora seja bem mais recente ele concorria com o horário de Shurato (não vou citar meus animes favoritos por enquanto, primeiro só tokusatsus).

Sim eu também jogava bola na rua, andava de bicicleta, invadia construções pra pular nos montes de areia, explodia

Goggle V

latas de tinta vazias com bombinhas, fazia fogueira com sacos de material de construção pra ver as cores diferentes dependendo do material (fato que só fui entender no colegial, não lembro de ter aulas de química MESMO antes disso), mas aos 3 anos de idade eu não tinha amigos, não sabia o que era ter amigos, então meus amigos eram os tokusatsus (isso durou até os 4 anos, quando nos mudamos do apartamento pra casa que moramos até hoje e eu descobri que existia um mundo fora do meu quarto) e até esse momento Changeman foi meu melhor amigo.

Eu não sei quantos posts eu vou conseguir fazer com essas letras de músicas, nem sempre as transcrições são confiáveis e meus ouvidos menos ainda, é que dei muita sorte de achar uma versão de videokê da música no youtube (pra quem não quiser sair daqui ou quiser ouvir a música enquanto lê o post eu coloquei ele no final do post), o que facilita muito a coisa. Nem todos os kanjis eu consegui ler o hiragana em cima então apelei pro Rikai-chan®. Sem mais delongas, nada mais justo, portanto, que começar meus posts sobre isso justamente com “Esquadrão Relâmpago Changeman!”

“Haato”ni hi ga tsukuze moeagaruze

ハ-アトに ひがつくぜ もえあがるぜ

ハ-アトに 火がつくぜ もえあがるぜ

Jaaku no gozuma wo “kyatchi” shita ze

じゃあくの ゴズマを キャッチしたぜ

邪悪の ゴズマを キャッチしたぜ

Miteminu furinante dekinai no sa

みてみぬ ふりなんて できないのさ

みてみぬ ふりなんて 出来ないのさ

Chikai no WE’RE “Changeman” ai ga chikara

ちかいの WE’RE チェンジマン あいがちから

誓の WE’RE チェンジマン 愛が力

Niji ga ukabu nageki no sora ni

にじが うかぶ なげきの そらに

虹が 浮かぶ 嘆きの そらに

Oretachi no “messeeji”

おれたちの メッセージ

俺達の  メッセージ

* OH! YES! Shouri e no tatakai

OH!YES! しょうりへの たたかい

OH!YES! 勝利への 闘い

Ai kotoba wa hitotsu

あいことばは ひとつ

合言葉は ひとつ

OH “change” “change” change”

OH チェンジ.チェンジ.チェンジ

OH! YES! Kono ude de mirai wo

OH!YES! このうでで みらいを

OH!YES! この腕で 未来を

Ore wa, oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

おれは おれたちは でんげき せんたい チェンジマン

俺は 俺達た 電撃戦隊 チェンジマン
Namida wo kanjiruze sakenderuze

なみだを かんじるぜ さけんでるぜ

涕を 感じるぜ 叫んでるぜ

Yasashii kokoro ni tonde yuku ze

やさしい こころに とんで ゆくぜ

優しい  心に   飛んで ゆくぜ

Senaka wo muketari wa dekinai no sa

せなかを むけたりは できないのさ

背中を むけたりは 出来ないのち

Yuuki no WE’RE “Changeman” ai wo daite

ゆうきの WE’RE チェンジマン あいを だいて

勇気の WE’RE チェンジマン 愛を抱いて
Hoshi ga hikaru muhou no michi ni

ほしが ひかる むほうの みちに

星が 光る 無法の みちに

Oretachi no “seremonii”

おれたちの セレモニー

俺達の  セレモニー

OH! YES! Owarinaki tatakai

OH!YES! おわりなき たたかい

OH!YES! 終りなき 闘い

Ima inochi wo kakete

いま いのちを かけて

いま 命を かけて

OH “change” “change” “change”

OH チェンジ.チェンジ.チェンジ

OH! YES! Yakusoku no mirai wo

OH!YES! やくそくの みらいを

OH!YES! 約束の    未来を

Ore wa oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

おれは おれたちは でんげき せんたい チェンジマン

俺は 俺達は 電撃戦隊 チェンジマン

“Haato” ni hi ga tsukuze moeagaruze
Jaaku no gozuma wo “kyatchi” shita ze
Miteminu furinante dekinai no sa
Chikai no WE’RE “Changeman” ai ga chikara
Niji ga ukabu nageki no sora ni
Oretachi no “messeeji”

* OH! YES! Shouri e no tatakai
Ai kotoba wa hitotsu
OH “change” “change” change”
OH! YES! Kono ude de mirai wo
Ore wa, oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

Namida wo kanjiruze sakenderuze
Yasashii kokoro ni tonde yuku ze
Senaka wo muketari wa dekinai no sa
Yuuki no WE’RE “Changeman” ai wo daite
Hoshi ga hikaru muhou no michi ni
Oretachi no “seremonii”

OH! YES! Owarinaki tatakai
Ima inochi wo kakete
OH “change” “change” “change”
OH! YES! Yakusoku no mirai wo
Ore wa oretachi wa Dengeki Sentai Changeman

(in)Utilidade pública

•março 20, 2010 • Deixe um comentário

Venho por meio desta, anunciar que colocarei no ar alguns posts (quantos eu tiver saco de redigir) com letras de músicas de Super Sentais que fizeram parte da minha infância com a versão em Romanji e Hiragana.

É algo inutil para os poucos que leêm o blog, mas útil pra mim, que tive que trancar Japonês III por força maior, assim eu tento manter PELO MENOS a minha leitura de hiragana em ordem…

Por hora não vou arriscar a escrita com Kanjis porque eu não conheço quase nada. Se eu achar as músicas no Youtube com versão de Videokê com seus devidos Kanjis talvez eu coloque aqui.

Abraço!

O Principio Do Fim…

•março 1, 2010 • Deixe um comentário

AAAAAAAAAAHHH!!!! Contagem regressiva pra me formar!!!! De 3 a 4 semestres pra me formar, mas só de olhar a integralização curricular e ver que com uma gambiarra aqui e outra ali eu talvez consiga inclusive adiantar um semestre, possibilidade distante no meu catálogo antigo, eu já fico me sentindo no anuncio das Havaianas com a Fernanda Lima: “Todo empolgadinho”. Vamos lá, agora tá no fim! Chega de sofrer!

Beijo na bunda e até segunda!

A arte de passar mal…

•fevereiro 19, 2010 • 1 Comentário

Vou poupá-los dos detalhes, basta saberem que são 6 da manhã e eu ainda não dormi porque nada que eu ingeri depois das 17h de ontem seguiu a ordem natural das coisas.

Já tinha passado mal antes, mas com tanto estilo foi a primeira vez.

Não, eu não bebi, não é porre, é intoxicação alimentar e agora eu to acordado digitando no blog porque sabe Deus como eu vou reagir se deitar. O PC é mais perto da porta do banheiro que a minha cama… A relatividade explica.

Mas tudo bem, sexta feira é um ótimo dia pra passar regado a chá e biscoito de maizena (nostálgico mas funciona).

Podia pelo menos ter um céu limpo, assim dava pra passar os proximos minutos vendo o dia nascer, mas nem isso. 3 semanas de um calor infernal nessa porcaria de cidade e quando eu preciso de um dia limpo tá tudo nublado. Eu escolho bem as noites pra passar acordado fazendo sessão de descarrego. Juro que só faltou o Edir Macedo sacudindo minha cabeça e gritando “O MAL ESTÁ EM VOCÊ! SAIAAAA! SAIAAAA EM NOME DE JESUS!” porque a parte em que eu me contorço e me arrasto pelo chão tava igualzinho… Teve direito até ao famoso “VOMITA VERDE, VADIA!” do Exorcista!

In Murphy We Trust

•fevereiro 16, 2010 • Deixe um comentário

Sabe aqueles dias que têm tudo pra dar errado, você acorda com uma baita dor de cabeça e pensando, “poutz, não vai prestar…” e no fim da tudo certo? Pois é, não to falando de um desses. To falando do simétrico aditivo dele, um dia que você acorda bem, empolgado, feliz, crente que tudo vai dar certo, cheio de planos. Eis que vem a vida como quem não quer nada, te dá um “boa noite Cinderela” (que até hoje eu não entendi porque do nome, afinal quem dorme não é a Cinderela, é a Bela Adormecida, e nem precisa ser muito perspicaz pra sacar isso) aí quando você se dá conta a vida te amarrou e preparou todo um cenário pra fazer você se sentir um merda. Como certas coisas não dá pra mudar você fica sendo um merda adorável, mas ainda assim, um merda…

Chega em casa cansado, acabado, querendo matar metade do mundo, de preferência a metade que já não vá morrer de alguma desgraça inevitável, com medo até de dormir e quando acordar o seu carro não estar mais onde você deixou. OK, Quando você acha que acabou você prolonga esse dia em mais 24 horas… Cool… NOT! Bom, aí você transforma essa maré de azar em uma semana…

Balanço do fim de férias em uma frase:

POUTZ, QUE FASE!

Ah UNICAMP, que saudades de você, dos trabalhos atrasados, das provas sem estudar, das festas que eu não vou porque tenho que estudar ou entregar trabalhos no prazo…

Março chega logo que Fevereiro já deu o que tinha que dar…

ÊÊÊÊÊÊ!!! Carinha nova pra esse trem!

•fevereiro 15, 2010 • Deixe um comentário

Vamos lá, mudando o layout do blog. Cansei do velho… Na verdade eu cansei de um monte de coisas, o layout antigo é só mais uma, e nem tá entre as prioritárias, mas por hora é só o que vai mudar… O resto só o tempo vai dizer…

 
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